terça-feira, 13 de setembro de 2011

A Florzinha de Maracujá


(Eu realmente pretendia colocar a foto de um flor, mas seria impossível encontrar uma que chegasse aos pés da minha, então resolvi colocar uma foto de uma de suas comidas preferidas, bolo, mas pode chamar de, qualquer coisa doce existente no planeta terra, e sim, minha flor come bolo e come MUITO!)

Então a encontrei, sorridente e brilhante

Uma florzinha de maracujá dentro de um caixa de sapatos

Nunca vi flor mais bonita, e antes dela nunca havia sido tão feliz

Minha florzinha me fez companhia nos momentos tristes e felizes

Na chuva, no Sol, me fez sorrir, me viu chorar

Brincamos todos os dias, até hoje não sei se quem inventava as brincadeiras era ela ou eu

Ela continuou crescendo e acabou se tornando parte de mim

Para onde quer que eu vá levo minha florzinha, mesmo que só em pensamento

Mas agora minha florzinha começou a perder suas pétalas,

Ela começou a murchar, a luz do Sol não tem mais o mesmo efeito sobre ela

Minha florzinha envelheceu, e sinto que nosso tempo juntos está acabando

E sei que vou chorar, mesmo quando minhas lágrimas secarem, e eu dormir de cansaço

Mesmo quando sorrir, a felicidade será limitada e a tristeza será exagerada

Essa ferida que começou a se abrir jamais deixará de doer, ela não vai ser capaz de se cicatrizar

Mas tenho que aceitar,

São poucas as pessoas que têm o prazer de conviver um flor tão maravilhosa quanto a minha

A flor mais linda do mundo, e a que jamais vou esquecer

A florzinha de maracujá mais linda do mundo

E que eu gostaria muito que ela soubesse que sempre vou carregar um pedacinho dela comigo

Seu olhar caloroso e sincero jamais vai perder o brilho na minha memória

Seu corpinho quente e aconchegante jamais perderá o calor

Não meu amorzinho, minha pequenininha, minha gordinha, minha chorona,

Minha preguiçosa, minha cheirosa, minha florzinha de maracujá só posso prometer uma coisa

Sempre vou me lembrar de você,

E isso só é possível porque

EU SEMPRE VOU TE AMAR!


quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Da série dos sem título

Aquela preguiça, aquela nostalgia. O querer lembrar, relutar, saber o quanto faz mal. Dizer aos outros como agir, toda certa de si e pecar. Querer fugir, mas de si. Sair de dentro, entrar em outra. Dizer estar bem e não ter certeza, se está, se quer estar, se importa.
Passou um vento forte, quase um temporal. Só pra você, pra mais ninguém. Como se carregasse sua nuvem particular, escura e pesada. Carregada de medo e passado. Molhando velhas cicatrizes que talvez nunca irão fechar. Nem com o tempo, porque você não quer. Você não deixa. Sente obrigação, ou qualquer que seja o motivo, de ficar cultivando tanta mágoa. Se culpando pelo que evidentemente não tem culpa. Se ferindo com o que nem lembra mais da sua existência.
Como se tivesse medo que a ausência de amor, mesmo que só seu, sem correspondência alguma, doesse mais do que manter contanto com o que já acabou. Com isso perde-se tempo. Perde-se proposta. Perde-se amores. O amor próprio inclusive. Aquele que deveria te fazer seguir e não te prender. É mais fácil dizer que nada vai mudar, que não dá conta, do que tentar, encarar. Partir pra outra parece longe, parece utópico. É possível, mas não parece plausível, palpável. É preguiça de erguer o queixo, estufar o peito. É desgosto. É insegurança. É um turbilhão de sentimentos que não condizem mais com o que você passa, com o que você tem, com o que você merece.